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A mostrar mensagens de janeiro, 2026

Gronelândia

Ponto de partida: se os EUA quiserem invadir militarmente a Gronelândia, a Europa não conseguirá impedi-los. Ponto. Para alguns, isto pode querer dizer que nada mais há a discutir, é ceder em toda a linha e deixar que a lei do mais forte se imponha tranquilamente, ao povo gronelandês não restando outra opção senão aceitar o facto consumado. Para quem tenha um pouco mais de coluna vertebral, não é assim. Desde logo porque esta situação traz reminiscências de 1938, quando os checoslovacos não foram tidos nem achados na anexação dos sudetas. Na altura, o pretexto era étnico, agora é de segurança, mas o objectivo real é o mesmo, e chama-se expansão territorial. Depois, porque temos obrigação de ainda não ter esquecido essa época e os resultados que a política de cedência em nome do apaziguamento trouxe. Finalmente, por uma questão de princípio: querem tomar,  que o faça pela força, militar ou outra. O envio de tropas para a Gronelândia é um excelente começo, porque implica que os EUA, s...

Donald Trump e o regresso do Imperialismo Americano

Já passaram uns dias desde que Trump resolveu armar-se em cobói e ir sacar um bad hombre da sua cama, a meio da noite, e num país distante, por isso, se calhar é altura de eu já dizer qualquer coisa sobre isso, ainda que tal interesse a zero pessoas e ninguém mo tenha pedido.   Nicolás Maduro Um misto de ditador e bobo da corte, governa(va) o país com mão de ferro e em fato de treino azul e amarelo. Herdeiro político de Hugo Chávez, mas com 1% do carisma e 0,5% da inteligência, aprofundou o trabalho de afundar a economia do país com as maiores reservas de petróleo à face da terra, porque continuou o que o chavismo fazia de mau e deixou de conseguir fazer o que fazia de bom, por pouco que fosse. Em suma, um traste que não é merecedor de uma lágrima ou lamento que seja. A questão aqui não é Maduro, ponto. (percebo a reacção dos venezuelanos no exílio, faria o mesmo, mas cuidado, não acabem a vender a alma ao Diabo)   A operação Não há nada a dizer, foi uma operação magistral. Bem...