Gronelândia
Ponto de partida: se os EUA quiserem invadir militarmente a Gronelândia, a Europa não conseguirá impedi-los. Ponto. Para alguns, isto pode querer dizer que nada mais há a discutir, é ceder em toda a linha e deixar que a lei do mais forte se imponha tranquilamente, ao povo gronelandês não restando outra opção senão aceitar o facto consumado. Para quem tenha um pouco mais de coluna vertebral, não é assim. Desde logo porque esta situação traz reminiscências de 1938, quando os checoslovacos não foram tidos nem achados na anexação dos sudetas. Na altura, o pretexto era étnico, agora é de segurança, mas o objectivo real é o mesmo, e chama-se expansão territorial. Depois, porque temos obrigação de ainda não ter esquecido essa época e os resultados que a política de cedência em nome do apaziguamento trouxe. Finalmente, por uma questão de princípio: querem tomar, que o faça pela força, militar ou outra. O envio de tropas para a Gronelândia é um excelente começo, porque implica que os EUA, s...