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A mostrar mensagens de dezembro, 2025

O LinkedIn

Sou utilizador de redes sociais, e o LinkedIn é uma das várias em que tenho conta (sim, também tenho Facebook, não me julguem - ou julguem, é-me igual ao litro). Mas o LinkedIn é diferente. Mesmo para quem tem Facebook, é diferente. Se o Facebook é sério, o LinkedIn é seriíssimo. Se o humor, pelo menos o humor inteligente, é escasso no Facebook, no LinkedIn, o humor, qualquer humor, é quase um crime de lesa-pátria e garantia de jamais suscitar o interesse de um caçador de cabeças. Pronto, de um head-hunter, em estrangeiro soa melhor. Ironia? Sacrilégio. Sarcasmo? Heresia. Ali trabalha-se, ou melhor, colabora-se, não há tempo a perder com frescuras. O LinkedIn é rede de várias tribos. Vamos a algumas: Para começar, a dos lambe-botas. Lambe-cus. Chupa-pilas. Brochistas. Enfim, cocksuckers, que os pacóvios valorizam os anglicismos e não os queremos tristes. Qualquer post absolutamente anódino é acompanhado por uma miríade de polegares erguidos e aplausos. E mensagens de apoio, que ganh...

Introdução

Tive um blog aí entre 2004 e 2006. Por falta de tempo para o alimentar, parei. Recentemente, comecei a sentir falta de uma plataforma onde pudesse escrever textos mais longos. O Twitter ou o Bluesky são plataformas interessantes (embora a primeira esteja transformada num esgoto de fachos racistas, o que exige um esforço de curadoria não despiciendo para manter a sanidade mental em níveis aceitáveis), mas têm o problema do limite de caracteres. O Facebook não tem, mas também não há lá nada de jeito. O LinkedIn, enfim, o próximo post é-lhe dedicado. Restam os blogs. Não com o objectivo de alcançar audiência, mas apenas como repositório de textos grandes sobre temas que me ocorrem depois de apagar a luz e que, quando isso acontece, me fazem demorar a adormecer. Não vou ter qualquer preocupação de manter um ritmo.  O ritmo será o que bem me apetecer. Não há temas específicos, mas apenas os que me derem na real gana.  Pode ser política, futebol, vinho, comida, F1, mamas, o que me vier à ...